controle das manifestações das emoções negativas,
pois, mesmo controlando as reações de ansiedade, pode haver níveis elevados da
ativação fisiológica global, de alterações do sistema nervoso autônomo, de
mudanças no sistema imune, etc.
Ao invés de se imunizarem contra as emoções
negativas, que seria o ideal, as pessoas que se dizem controladas, podem não estar reconhecendo os
estados emocionais negativos que estão experimentando. Podem estar dissimulando
a raiva, a ansiedade, o medo ou a tristeza.
As tentativas de livrar-se (dissimular) dessas
emoções negativas nem sempre têm êxito, pois algumas pessoas que aparentam uma
certa tranqüilidade, podem estar desenvolvendo uma alta reatividade
fisiológica. São pessoas obrigadas, pelo papel social que desempenham, a
dissimular sentimentos diuturnamente, mas nem por isso significa que não estão
experimentando intimamente tais emoções. Ou seja, o desgaste psicossomático
proporcionado pelo esforço em dissimular emoções pode ser muito alto, vindo daí
o conceito popular (e sensato) de que as emoções que não são manifestadas
livremente acabam eclodindo em outro lugar do organismo.
Acredita-se, atualmente, que os transtornos
psicossomáticos ou psicofisiológicos, como algumas dores de cabeça, das costas,
algumas arritmias cardíacas, certos tipos de hipertensão arterial, algumas
moléstias digestivas, entre tantas outras doenças, podem ser produzidas por uma
excessiva ativação das respostas fisiológicas do órgão ou sistema que sofre a
lesão ou disfunção (cardiovascular, respiratório, etc.). Seria uma espécie de
disfunção do órgão ou do sistema orgânico por trabalhar em excesso por muito
tempo.
A ansiedade apesar
de ser considerada uma reação emocional normal e que surge como resposta do
organismo diante de determinadas situações, quando tem sua freqüência,
intensidade ou duração excessivas, passa a se tratar de uma ansiedade patológica. Psiquiatricamente
a presença de forte estado ansioso, não somente pode ser a base dos denominados Transtornos de Ansiedade, mas também estar
associada freqüentemente à depressão.
DA EMOÇÃO À LESÃO
O livro Da emoção à Lesão, do mesmo autor desse site (veja na seção Livros), diz respeito às doenças com verdadeiro componente orgânico, detectável por exames clínicos e não à somatização ou conversão, que são quadros onde existe a queixa mas não se encontra alterações orgânicas.
O livro Da emoção à Lesão, do mesmo autor desse site (veja na seção Livros), diz respeito às doenças com verdadeiro componente orgânico, detectável por exames clínicos e não à somatização ou conversão, que são quadros onde existe a queixa mas não se encontra alterações orgânicas.
Clinicamente, uma ampla variedade de transtornos
psicofisiológicos pode estar associada à ansiedade, entre eles os transtornos
cardiovasculares, digestivos, cefaléias, síndrome
pré-menstrual, asma, transtornos dermatológicos, transtornos
sexuais, dependência química, transtornos alimentares, debilidade do
sistema imune etc. As classificações tradicionais dos transtornos
psicofisiológicos descrevem as seguintes doenças relacionadas com variáveis
psicológicas.
DOENÇAS PSICOFISIOLÓGICAS (algumas)
Transtornos cardiovasculares
- doença arterial coronariana, hipertensão arterial, arritmias
Transtornos respiratórios
- asma brônquica, síndrome de hiperventilação, rinite alérgica
Transtornos endócrinos
- hiper ou hipotiroidismo, doença de Addison, Síndrome de Cushing, alterações das glândulas paratireóides, hipoglicemia, diabetes
Transtornos gastrintestinais
- transtornos esofágicos, dispepsia, úlcera péptica, síndrome do cólon irritável, colite ulcerosa, Doença de Crohn
Transtornos dermatológicos
- prurido, hiperhidrose, urticária, dermatite atópica, alopecia areata, psoríase, herpes, vitiligo
Dor crônica
- lombalgias, cefaléias, dor pré-menstrual, fibromialgia
Reumatologia
- artrite reumatóide
Transtornos imunológicos
- lúpus, depressão imunológica inespecífica
Transtornos cardiovasculares
- doença arterial coronariana, hipertensão arterial, arritmias
Transtornos respiratórios
- asma brônquica, síndrome de hiperventilação, rinite alérgica
Transtornos endócrinos
- hiper ou hipotiroidismo, doença de Addison, Síndrome de Cushing, alterações das glândulas paratireóides, hipoglicemia, diabetes
Transtornos gastrintestinais
- transtornos esofágicos, dispepsia, úlcera péptica, síndrome do cólon irritável, colite ulcerosa, Doença de Crohn
Transtornos dermatológicos
- prurido, hiperhidrose, urticária, dermatite atópica, alopecia areata, psoríase, herpes, vitiligo
Dor crônica
- lombalgias, cefaléias, dor pré-menstrual, fibromialgia
Reumatologia
- artrite reumatóide
Transtornos imunológicos
- lúpus, depressão imunológica inespecífica
Mas, com o crescente reconhecimento da implicação
de fatores psicológicos ou emocionais no desencadeamento e/ou agravamento da
maioria das enfermidades orgânicas, as tabelas como acima acabam perdendo
totalmente o valor. Quanto mais avançam os meios de investigação da patologia,
mais se evidencia relevância dos fatores psicológicos na etiologia e
desenvolvimento de um grande número de doenças até então não consideradas como
psicofisiológicas.
Esses transtornos englobam desde doenças
neurológicas, como a Esclerose Múltipla,
até enfermidades infecciosas, como a tuberculose,
passando por enfermidades imunológicas, como a leucemia (Wittkower y Dudek, 1973).
Desta forma, em muito pouco tempo, ao se
descreverem os transtornos psicofisiológicos, não mais se fará referência a um
determinado grupo distinto de enfermidades (como a lista acima), mas sim
às alterações físicas que são precipitadas, agravadas ou prolongadas por
fatores psicológicos. A psicossomática preocupar-se-á com as diversas
categorias de reações orgânicas, utilizando-as para compreender qualquer
transtorno físico nos quais os fatores psicológicos sejam importantes. Por
exemplo, no caso do Lúpus Eritematoso Sistêmico,
a psicossomática estará preocupada em estudar as alterações das emoções sobre a
imunidade, sobre os linfócitos T, ou sobre as imunoglobulinas. Se, daí em
diante, aparecerá Lúpus ou Artrite Reumatóide não será mais tão
importante.
DA EMOÇÃO À EMOÇÃO MESMO
As emoções negativas podem, por sua vez, determinar não apenas uma repercussão orgânica, como de vê em psicossomática, mas, sobretudo, repercussões psico-emocionais. Neste caso, o excesso de ansiedade poderia se traduzir por Transtornos de Ansiedade. Vejamos os casos onde a ansiedade patológica "se converte" em quadros psiquiátricos definidos pelas classificações internacionais (CID.10 e DSM.IV):
As emoções negativas podem, por sua vez, determinar não apenas uma repercussão orgânica, como de vê em psicossomática, mas, sobretudo, repercussões psico-emocionais. Neste caso, o excesso de ansiedade poderia se traduzir por Transtornos de Ansiedade. Vejamos os casos onde a ansiedade patológica "se converte" em quadros psiquiátricos definidos pelas classificações internacionais (CID.10 e DSM.IV):
- Ataque de Pânico: caracteriza-se
por crise súbita de sintomas de apreensão, medo intenso ou terror, acompanhados
habitualmente de sensação de morte iminente. Aparecem também durante estes
ataques, sintomas como palpitações, opressão ou mal estar torácico, sensação de
sufocamento, medo de perder o controle, de ficar louco.
- Agorafobia: caracteriza-se
pelo aparecimento de ansiedade ou comportamento de evitação de lugares ou
situações de onde escapar pode ser difícil ou complicado, ou ainda de onde seja
impossível conseguir ajuda no caso de se passar mal.
- Fobia específica:
caracteriza-se pela presença de ansiedade clinicamente significativa, como
resposta à exposição a determinadas situações e/ou objetos específicos temidos
irracionalmente, dando lugar a comportamentos de evitação.
- Fobia social: caracteriza-se
pela presença de ansiedade clinicamente significativa como resposta a situações
sociais ou atuações em público, e também podem dar lugar a comportamentos de
evitação.